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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Montreal Pool Room: o melhor hot dog da cidade?


Hot dog não é o meu tipo de lanche favorito, mas depois de mais de um ano morando aqui em Montreal e aproveitando que estava saindo de um show no Metropolis, resolvi passar no Montreal Pool Room para experimentar o famoso steamé deles, considerado por muitos montrealenses como o melhor da cidade e indicado na grande maioria dos guias de viagem.

O típico hot dog montrealense é vendido em duas variedades: o popular steamé, feito no vapor e o toasté, grelhado. Os hot dogs aqui são menores do que nos EUA (não vou nem comparar com as monstruosidades vendidas no Brasil, com purê, batata palha, milho, vinagrete e às vezes um pouco de salmonela) e vêm cobertos com mostarda, cebola e cole slaw.

O Montreal Pool Room, aberto em 1912, faz parte da história da cidade. Apesar do nome, hoje é uma lanchonete comum: o lugar não tem sequer uma mesa de bilhar já faz uns 25 anos. No começo deste ano, com todas as reformas que vêm transformando o Quartier des Spetacles num lugar mais moderno, limpo e muito menos interessante, mudou para o outro lado da rua, abandonando o Café Cléopâtre - um inusitado bar com strippers no primeiro andar e shows de drag queens no segundo - como último bastião da resistência contra as mudanças higienistas na região. O novo endereço pode não ter a história do anterior, mas os proprietários garantem que os hot dogs continuam sendo preparados da mesma maneira.


A lanchonete não tem absolutamente nada de especial: as mesas e o balcão são de alumínio, o que mais se assemelha com o que poderia ser chamado de decoração são alguns pôsteres velhos na parede... na madrugada em que passei por lá, a clientela se dividia entre o pessoal saindo das casas de show ao redor pra comer alguma coisa e trabalhadores procurando um lanche barato depois do trabalho.

Resolvi pedir a especialidade da casa: um combo com dois steamés, batata frita e uma lata de Cott Black Cherry Soda por $6. A batata não é ruim e o refrigerante é um dos meus favoritos (e é difícil de encontrar, bom saber que eles vendem), mas o hot dog é decepcionante: tanto o pão quanto a salsicha são do tipo que você encontra pra vender no dépanneur e o cole slaw não tem nada de muito especial também.


No final das contas, depois de ter mudado para um local novo e oferecer um cachorro-quente sem graça, não vejo muito motivo, com exceção daquela fome pós-balada, para ir até o Montreal Pool Room. Por incrível que pareça, recomendo mesmo é o cachorro-quente e a batata frita do Costco.

Montreal Pool Room: 1200 Boulevard Saint Laurent, tel. (514) 396-0460

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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Promoção nos hotéis Delta até 4 de agosto

Pra quem vem pra Montreal até o dia 6 de setembro, fazendo a reserva até o dia 4 de agosto, vale a pena aproveitar a promoção nos hotéis Delta, que acontece não só aqui mas também em várias outras cidades do Canadá (a Alessandra Cayley escreveu um post super completo sobre os hotéis participantes em Toronto). A diária sai por $129 por noite durante a semana e $119 por noite nos finais de semana, nada mau para hotéis quatro estrelas muito bem localizados.

Os dois Delta da ilha ficam na região central da cidade: O Delta Montreal, na Avenue President Kennedy, pertinho da universidade McGill segue um estilo bem business, mas tem piscina com raia de 20 metros, um fitness centre, quadras de squash, sauna, hidromassagem e um spa. É uma boa opção para quem está viajando a negócios ou pretende conhecer a região central. 



Aliás,que estou falando do centro da cidade, deixo aqui um aviso aos que vem para cá pela primeira vez: muita gente me pergunta sobre a cidade subterrânea e tem curiosidade em conhecê-la, porque os guias de viagem sempre falam do RÉSO. A verdade é que essa é uma das atração turística mais chatas da cidade: só um monte de shopping centers emendados uns nos outros. No inverno é compreensível usar as passagens subterrâneas para fugir do frio, mas no resto do ano não faz sentido deixar de apreciar tudo de interessante que a cidade tem para oferecer para ficar enfurnado dentro dessa monstruosidade arquitetônica.

Mas voltando ao tópico deste post...

O outro hotel não fica muito longe. O Delta Centre-Ville, na University St., tem piscina aquecida, sauna, área de atividades para crianças, spa e o único restaurante giratório de Montreal, o Tour de Ville. Além disso, fica bem próximo de Vieux-Montréal e do porto, uma das melhores áreas para quem gosta de fazer turismo a pé.




Os dois hotéis, assim como o resto da rede Delta, são family-friendly: menores de 17 anos não pagam estadia se ficarem no mesmo quarto que os pais e as refeições do kid's menu são gratuitas para crianças até seis anos.

Informações e reservas no site Travelzoo.


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terça-feira, 15 de junho de 2010

Dois hostels em Montreal entre os melhores do mundo


O site especializado HostelBookers classificou o Auberge L'Apéro como um do três  melhores da América do Norte, destacando-o nas categorias localização, limpeza e equipe. O L'Apéro fica bem no Centre-Ville, ao lado das ruas Crescent e Bishop, cheias de bares e restaurantes, além de ficar pertinho da McGill University.

Já o Auberge Montréal Espace Confort foi considerado um dos três melhores na categoria localização e não é pra menos: ele fica na rua principal de um dos lugares mais legais da cidade, o Quartier Latin, o bairro mais boêmio da cidade.

Os dois possuem preços bem camaradas: o Auberge L'Apéro é classificado como youth hostel pelo ministério do turismo do Quebec, com três estrelas de cinco e sai mais ou menos CAN$30 por pessoa, por noite em um quarto de seis camas com banheiro compartilhado, bem no esquema de albergue mesmo. O Espace Confort entra na categoria hotel (duas estrelas), com quartos separados e banheiros privativos. A suíte mais simples, pra duas pessoas, com banheiro privativo e uma cuisinette custa CAN$85 a diária.

Auberge L'Apéro: 1425 Rue Mackay, Suite 2, tel. (514) 316-1052
Auberge Montréal Espace Confort: 2050 Rue St-Denis, tel. (514) 849-0505

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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Restaurante Le Pois Penché, do Downtown: ostras e clássicos de bistrô



Por Beatriz Tasso Fragoso, colaboração especial



O verão já foi, o outono idem, e com isso os "terrasses" tão presentes em Montréal foram recolhidos. Pena... Um lugar bem charmoso no Downtown da cidade para um almoço despretensioso é o Le Pois Penché, charmoso bistrô. A foto acima foi tirada em dias mais quentes :)

Mas mesmo sem as mesinhas fora, é super gostoso. Além dos óbvios steak frittes, salade niçoise e etc, eles têm um bar de ostras muito bom!





Anotem:

Boulevard de Maisonneuve Ouest, 1230, Montreal, tel. (514) 667-5050
O site do restaurante, www.poispenche.com, é uma delícia.

sábado, 7 de novembro de 2009

Passeio pelas salas do Edifício Belgo, um hot spot da arte contemporânea, em plena Sainte Catherine.

A rua Sainte Catherine, uma das mais importantes do Downtown, é conhecida pela concentração de grifes internacionais, grandes marcas locais e suas muitas entradas para o underground, a famosa “cidade subterrânea” de Montreal. Trata-se portanto do maior centro comercial daqui, onde exorcizamos nossos impulsos consumistas. Esta mesmíssima rua, alterna também igreja e as conhecidas casas de strippers da cidade, abriga ótimas livrarias, e esconde até uma efervescente galeria de arte contemporânea – confirmando assim seu irreverente DNA montrealense.
Logo no comecinho da Sainte Catherine, bem perto da Place des Arts e do Cinéma Impérial (na Bleury), fica o edifício Belgo, onde é possível passear por dezenas de salas reservadas à arte. O quinto andar desse discreto edifício é tomado por micro galerias que acolhem artistas contemporâneos, em sua maioria locais. Quase toda semana tem um vernissage por lá, e mesmo quando não há, o vai-e-vem de jovens artistas, apreciadores e curiosos é intenso. O melhor é que as exposições são temporárias, então tudo muda com freqüência e podemos ir regularmente nos surpreender de novo. Claro que não são todos os trabalhos os mais interessantes. Mas existe uma grande chance de sermos pegos quelque part
pela arte.
No meu bate-perna de hoje por la, passei boa parte do tempo observando o trabalho do artista Louis Fortier. Expostas na Galerie Donald Browne, as obras de Fortier formam uma coleção de mascaras esculpidas em pedra, que representam uma hipotética relação genética entre o artista e o imperador Julio César. Para além do caráter narcisista, a coleção surpreende pela deformidade das faces, que ganham texturas orgânicas, ou duas bocas, em determinadas peças, evocando a natureza instável dos seres humanos. Fortier diz que tentou captar nelas a fugacidade da existência, ele consegue também expressar em sua arte toda complexidade da personalidade humana. A exposiçao Les variations juliennes de Fortier fica até dia 14 de novembro em cartaz no Edificio Belgo.




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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Restaurante O.Noir, em Montreal: super divertido (mas a comida....)


Por Beatriz Tasso Fragoso, colaboração especial

Sabe o que é esta “foto” aí em cima? Sou eu, jantando com minha amiga Stephanie no O.Noir, um restaurante maluco em Montréal. Você não vê nadinha porque, como o nome do lugar indica, lá come-se mesmo no noir, ou no escuro – literalmente! Os garçons, cegos, conduzem os clientes até suas mesas, onde o jantar é servido na escuridão total.

A idéia não é nova: em 2001 o Unsicht-Bar já fazia o mesmo em Colônia, na Alemanha. E Paris também tem o seu restaurante-breu, chamado Dans le Noir. Mas mesmo o Onoir não sendo o precursor da onda, eu estava louca de vontade de ir jantar lá e sentir, na própria pele, como é comer no escuro.

Foi hilário. Para começar, era noite de Halloween – a cidade toda enfeitada com teias de aranha, caveiras e esqueletos. O bar de entrada, este sim, iluminado, já dava medo: a trilha sonora mesclava sons de serra elétrica decepando gente, chuva, uivos de lobo e aqueles violinos de filme de suspense. Os clientes que chegavam liam o menu e escolhiam o que queriam comer. Depois colocavam seus pertences em vestiários, trancavam com cadeado e esperavam o garçom (cego) vir buscá-los para levá-los até suas mesas. Fizemos o mesmo e pedimos um drinque para a garçonete, que vestia chapéu de bruxa.

Stephanie apoiou a mão no ombro do garçom, e eu no ombro dela e passamos do claro ao escuro, os ambientes separados por duas cortinas pesadas de veludo. Fomos nos sentar, conduzidas pelo garçom, em fila indiana, dando passinhos curtos – e segurando a risada. Que piada de lugar! Os olhos custavam a se acostumar.

Quando ele nos trouxe o pão e a manteiga, foi “mostrando” onde estava colocando tudo, gentilmente levando nossa mão até cada objeto. Pouco adiantou: mal ele virou as costas, o pão da Stephanie saiu voando, eu meti o dedo na manteiga e caímos na gargalhada. Beber água, então, era uma dificuldade, o vidro batendo contra os dentes, sem acertar o alvo.

Chegaram as entradas: carpaccio para mim, e “surpresa” para ela. A surpresa era uma salada verde, dificílima de ser comida no escuro. Meu carpaccio veio sem parmesão – falha indesculpável – mas estava gostoso. Fui tateando com o garfo, depois com os dedos, tentando descobrir onde estava a comida. Mais difícil que encher o garfo era levá-lo à boca: espetei a bochecha umas vinte vezes, e deixei cair montes de comida no colo e no chão. Era como se fôssemos dois bebês, pondo a mão da comida e derrubando tudo. Ainda bem que ninguém estava vendo…

Os pratos principais eram ainda mais complicados de comer. Eu tinha que cortar minha vitela em pedaços que coubessem na boca: desisti da tarefa depois da quinta tentativa frustrada. O tempero – limão, pimenta-do-reino e gengibre – estava forte demais e me fazia engasgar. Comi dois rabanetes e um pouquinho do purê de batatas que veio ao lado e pronto. Era mais divertido ficar dando risada com Stephanie, tentando adivinhar quem estava à nossa volta e que cara teria o lugar com as luzes acesas. Batemos papo com o casal jovenzinho à nossa frente, que celebrava aniversário de namoro. Estavam nas nuvens, adorando o climinha afrodisíaco.

Aos poucos, a trilha sonora de filme de horror foi se tornando repetitiva, e aquele breu todo acabou dando sono. Além de cochichos, só ouvíamos o garçom – ele era um só – indo e vindo com pratos e copos, repetindo, roboticamente, “attention”, “attention”, para abrir caminho. As sobremesas estavam tão ou mais medíocres que o resto da comida. Demos tchau para os enamorados e, apoiadas de novo no ombro do garçom solitário, fizemos o caminho de volta para o mundo real, rindo sozinhas.


O.NOIR RESTAURANT

1631 Ste-Catherine West

Located between Pierce St. and Guy St.
near Guy-Concordia Metro (Green Line).

Tel.: 514.937.9727

sábado, 29 de agosto de 2009

Sofitel, W, St. James, Opus, Gault, Place d'Armes e Vieux Port: os melhores hotéis de Montréal



colaboração especial de Alexandra Forbes



As pessoas vivem me pedindo recomendação de onde se hospedar em Montréal, então resolvi dividir com este blog alguns de meus hotéis favoritos. O primeiro passo, antes de reservar, é escolher em que parte da cidade ficar. Há duas opções: Downtown, o bairro dos arranha-céus, dos escritórios, das lojas e da famosa rua Saint-Catherine, ou Vieux Montréal, o bairro histórico com sobrados antigos de pedra, passeios de charrete e montes de turistas. Cada um tem suas vantagens e desvantagens... mas para uma primeira visita, acho que o centro antigo pode ser uma boa. Turístico, sim – mas também charmoso e romântico e, sabendo onde procurar, excelentes restaurantes onde só os nativos vão.

No Vieux Montréal:


Le St-James (na foto acima)

Esse é, de longe, o melhor hotel da cidade. Pequeno, exclusivo, ocupa um charmoso predinho centenário onde funcionava um banco.


Banheiros são revestidos de mármores de diferentes cores e origens, e os apartamentos esbanjam uma elegância clássica (brocados, tapetes persas, candelabros de cristal, cortinas drapeadas e relógio Bulova prateado na cabeceira). O que o décor tem de tradicional, os gadgets têm de modernos: som Bang & Olufsen, tevês de tela plana, luzes que acendem sozinhas, etc.

Rua Saint-Jacques, 355, tel. (514) 841-3111, www.hotellestjames.com


Hôtel Place d’Armes

Recentemente esse hotel-butique acrescentou um ótimo spa com banhos turcos e triplicou de tamanho quando dois prédios vizinhos ao original foram comprados.


Os quartos novos são maiores e melhores, decorados em cinzas e marrom (e falsas peles sobre as camas), então exija ficar num deles. Não deixe de tomar um drinque no bacaníssimo lounge anexo ao lobby.

Côte de la Place d’Armes, 701, tel. (514) 842-1887, www.hotelplacedarmes.com


W

Quem conhece os W de Nova York já sabe: o signature look da rede inclui muito preto e branco, móveis geométricos e música eletrônica tocando no lobby. Dos muitos hotéis moderninhos de Vieux Montréal, este leva o troféu por ser o mais novo e ter a melhor vista para a charmosa praça Victoria (vários dos apartamentos, em formato de mini-lofts com banheiros abertos e paredão de vidro ao invés de janelas, se valem desse fato).

Praça Victoria, 901, tel. (514) 395-3100, www.whotels.com


Auberge du Vieux-Port

Fica bem no miolinho turístico, na rua do velho porto que beira o rio São Lourenço. Os melhores quartos são os de quina, como o 306, com parede de pedra e vigas aparentes.
O auberge também aluga lofts com um ou dois quartos, sala e quitinete para famílias de até 6 pessoas a preços muito atraentes.

rua de la Commune, 97, 876-0081, www.aubergeduvieuxport.com



Gault


Ultra moderninho, lobby espartano com, ao fundo, uma sala de leitura cheia de livros de design. Maria Ganem, autora deste blog, ficou lá e dividiu suas impressões nesse post aqui.


No Downtown:

Sofitel

Desde que o histórico e imponente Ritz Carlton decaiu e perdeu o trono, o novo Sofitel, quase vizinho, tomou seu lugar como melhor hotel do Downtown. Apesar de fazer parte de uma grande rede internacional, o design é único e cheio de personalidade, especialmente no lobby inundado de luz natural. Nos banheiros, produtos com a grife Roger & Gallet e espelhos anti-embaçantes. Nos quartos, todos ensolarados e decorados em tons de bege, carpetes ultra-macios, escrivaninha espaçosa, camas fofíssimas e flores frescas.

Rua Sherbrooke Ouest, 1155, tel. (514) 285-9000, www.sofitel.com



Opus

Mais novo hotel da cidade, é também o mais badalado, graças a seu restaurante-lounge asiático Koko. Faz o tipo moderninho, com lobby meio setentinha e muita cor no décor.

Rua Sherbrooke West, 8, 657-5656, www.opushotel.com