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sábado, 7 de novembro de 2009

Passeio pelas salas do Edifício Belgo, um hot spot da arte contemporânea, em plena Sainte Catherine.

A rua Sainte Catherine, uma das mais importantes do Downtown, é conhecida pela concentração de grifes internacionais, grandes marcas locais e suas muitas entradas para o underground, a famosa “cidade subterrânea” de Montreal. Trata-se portanto do maior centro comercial daqui, onde exorcizamos nossos impulsos consumistas. Esta mesmíssima rua, alterna também igreja e as conhecidas casas de strippers da cidade, abriga ótimas livrarias, e esconde até uma efervescente galeria de arte contemporânea – confirmando assim seu irreverente DNA montrealense.
Logo no comecinho da Sainte Catherine, bem perto da Place des Arts e do Cinéma Impérial (na Bleury), fica o edifício Belgo, onde é possível passear por dezenas de salas reservadas à arte. O quinto andar desse discreto edifício é tomado por micro galerias que acolhem artistas contemporâneos, em sua maioria locais. Quase toda semana tem um vernissage por lá, e mesmo quando não há, o vai-e-vem de jovens artistas, apreciadores e curiosos é intenso. O melhor é que as exposições são temporárias, então tudo muda com freqüência e podemos ir regularmente nos surpreender de novo. Claro que não são todos os trabalhos os mais interessantes. Mas existe uma grande chance de sermos pegos quelque part
pela arte.
No meu bate-perna de hoje por la, passei boa parte do tempo observando o trabalho do artista Louis Fortier. Expostas na Galerie Donald Browne, as obras de Fortier formam uma coleção de mascaras esculpidas em pedra, que representam uma hipotética relação genética entre o artista e o imperador Julio César. Para além do caráter narcisista, a coleção surpreende pela deformidade das faces, que ganham texturas orgânicas, ou duas bocas, em determinadas peças, evocando a natureza instável dos seres humanos. Fortier diz que tentou captar nelas a fugacidade da existência, ele consegue também expressar em sua arte toda complexidade da personalidade humana. A exposiçao Les variations juliennes de Fortier fica até dia 14 de novembro em cartaz no Edificio Belgo.




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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Conheça a Beatriz Milhazes das cerâmicas: a canadense Lisa Robbins

Foi numa recente viagem a Toronto que me deparei pela primeira vez com obras contemporâneas feitas em cerâmica, ou ao menos que prestei atençao a elas... A cidade tem um museu chamado Gardiner Museum, dedicado a esta arte milenar, onde uma seção inteira traz trabalhos feitos a partir da década de 50, impressionantes. Quanto mais jovens os artistas, mais os trabalhos sao ousados e diversificados. Nada de utensílios para cozinha, vasos, etc. O que se faz hoje em dia sao esculturas modernas, muitas com formas orgânicas e texturas completamente inovadoras. A artista canadense Lisa Robbins, recém-formada em cerâmica pela Sheridan's Craft and Design, representa bem essa nova tendência. Suas peças sao coloridas, criativas e super moderninhas. Confira o trabalho de Lisa abaixo, e se quiser veja outras criaçoes da moça em seu site.

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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Criatividade solta no “Montreal Designers dot com”


Montreal é conhecida pela sua face criativa seja na área de moda, arquitetura, ou design. Quem quiser ver de perto o que se produz por aqui (e eventualmente até encomendar objetos ou roupas legais) pode dar uma espiada no http://www.mtldesigners.com/. O site reúne peças de cerca de 20 jovens artistas montrealenses, numa seleção bem feita por Jean-Aymeri de Magistris, blogueiro que ha um ano toca o http://montrealstateofmind.com/. Alias, vale a pena conferir o blog do colega, que da um belo panorama do circuito artístico de Montreal, nos salvando naqueles dias em que a criatividade anda em baixa.