
Por Beatriz Tasso Fragoso, colaboração especial
Montréal é uma cidade cool. Pequena, não muito rica, com uma super cena musical que produz mais bandas indie de sucesso que todos os Estados Unidos tirando Nova York. Cidade roqueira, onde a balada pega forte, a galera se joga até o dia seguinte, as after-hours fervem, as ruas têm movimento até altas horas (especialmente nos meses quentes). O centro, por onde circulam executivos e turistas, é bem menos cool, mas em bairros como McGill ghetto e Plateau o que se vê, pra estereotipar um pouco, é um povo muito descolado. Sabe aquele look jeans skinny, tênis, jaqueta bem seca, colada ao corpo, tudo preto ou cinza e cabelo calculadamente desarrumado? Aqui faz um sucesso danado. Andando na rua, às vezes penso que poderia estar no Village ou no Lower East Side de Nova York.
O Marché 27 é a mais perfeita tradução desse vibe.

Fica a alguns passos do Boulevard Saint Laurent, apelidado de La Main, que é uma longa avenida cheia de restaurantes, bares e lojas.
O Marché 27 sintetiza Montréal em cada detalhe. A comida é bacana, mesmo se não extraordinária. Comi um tartare de salmão bastante bom, com uns crips grandes e fininhos.
E um tiramisu atípico, gigante e espumoso, também muito gostoso.

Mas o lance aqui é que o design tem muita personalidade, e os frequentadores, idem. Só gente jovem, bonita, descolada.

E um filminho no You Tube daquele pedaço de Montreal:
