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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Verão em Montréal: o bacaníssimo parque René Levesque em Lachine





Por Beatriz Tasso Fragoso, colaboração especial

Verão em Montreal é uma delícia. Todo mundo sai pra rua, pros parques, de pernas de fora, short, regata, até biquíni! 
Patins, bikes, triciclos, skates – esporte ao ar-livre é a maior paixão dos moradores da cidade.
Tenho primos que nasceram aqui e que me convidaram para almoçar este domingo em Lachine, ex-cidadezinha que conforme Montreal foi crescendo acabou virando bairro/subúrbio. Eu achava que era longe do centro, mas estava enganada: dá pra chegar facilmente pela trilha pública de bicicleta. Esse bike trail vai seguindo o canal Lachine, que desemboca no Rio São Lourenço (na foto acima).
É uma ótima ideia de passeio: alugar uma bike pública (Bixi) e pedalar até a ruazinha principal de Lachine, repleta de restaurantes BBB (bons, bonitos e baratos).

O quê?! Vocês não sabem das bikes públicas?! Montréal tem milhares delas, você paga uma mixaria em qualquer uma das centenas de estações Bixi, usa a bike e devolve em qualquer outra estação. E se o percurso levar menos do que meia hora, eles não cobram nada! Vejam que legal, nesse vídeo, o esquema das Bixis:


Depois do almoço, atravesse a ponte até o parque René Levesque, do outro lado do canal: lindo!

E aqui, o site oficial do parque.



E aqui, instruções de como chegar lá, via Google Maps:







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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Bike e Cinema – um fim de semana, três eventos imperdíveis em Montreal

A combinação entre bicicleta e cinema pode parecer estranha, mas não para quem vive aqui em Montreal. Este fim de semana, três eventos organizados pelos amantes das pedaláveis esgotam todas as possibilidades desta dupla dinâmica. Ache o seu!

O Bicycle Film Festival, original de NY, esta em sua nona edição e este ano acontece em 39 cidades do mundo. De 14 a 16 de agosto, o evento toma conta de Montreal trazendo curtas, longas e muitas festas que celebram o life style de quem anda sobre duas rodas. O festival começa na sexta às 19h com a exibição do filme canadense Where are you go, de Benny Zenga & Brian Vernor no Office National du Film du Canada. A programação segue com um churrasco noturno, depois de uma pedalada pos-filme.

Em paralelo, vai rolar nas sextas-feiras 14 e 21 o Bike Movies in the Park. Mais alternativo, o encontro acontece no Parc Mont Royal às 20h55, e é todo misterioso... Ao chegar no local, o ciclista deve procurar por uma bicicleta equipada com um projetor. A idéia é seguir a tal bike até um ponto de encontro secreto (que os organizadores improvisarão na hora), onde será instalado um telão para exibição de “um bom filme”. Atenção, os ciclistas devem levar cerveja, comida, canga e o que mais acharem que combina com uma noite de cinema no parque...

Por fim, a versão italiana do bike-and-movie chama Italodisco Bike-In, e acontece neste sábado dia 15 no Canal Lachine. Às 19h será apresentado o clássico filme Blow-up (1966), de Michelangelo Antonioni. A programação continua com a festa Ring my bell, organizada pela galera do Pop Montreal (maior festival de musica indie da cidade), no Terrace McAuslan. Mais informações sobre este evento no Montreal For Insiders.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Prepare-se para mergulhar. É verão em Montreal!


Ela tarda, mas chega. A estação mais esperada do ano tem o efeito similar a de uma injeção de adrenalina na veia dos montrealenses. Basta os termômetros indicarem 15 graus positivos, que o povo começa a se animar e entar no clima do verão. Quando bate os 25 graus e o sol brilha la no alto, a alegria é geral! Não são poucos os dias quentes em Montreal e para uma carioca como eu, a pergunta que surge é: onde posso mergulhar e pegar um solzinho? Pois, para o meu alivio, aqui em Montreal tem até praia. Trata-se de uma faixa limitada de areia à beira do rio Saint Laurent, acessível pela lindinha Ilha Sainte Helène. Nestes dias de mais calor, vale fazer o passeio todo de bicicleta, cruzando a ponte Jacques Cartier, que oferece uma bela vista sobre a cidade. A “praia” dos montrealenses, como tudo por aqui, é devidamente organizada: conta com mesinhas, espaço para esportes na areia, vestiários, salva-vidas, lanchonete, área para fumantes etc etc. Pode parecer estranho, mas a entrada tem preço, custa oito dólares para se dar um mergulho nas águas tratadas do rio.


Mas não é preciso ir tão longe para se refrescar nesses dias quentes do ano. Quem busca um cantinho mais sossegado e intimista, com direito a uma bela paisagem, encontra no coração do Parc Mont Royal o que precisa. A piscina da McGill University tem inúmeras vantagens, entre elas o fato de estar rodeada de arvores do parque. Freqüentada por jovens da universidade, ela é ideal para quem quer botar a leitura em dia numa sombrinha, entre um mergulho e outro. Sendo a maior parte dos usuários adultos, a piscina fica livre para quem gosta de dar longas braçadas sem muitas interferências. Esta pequena jóia fica aberta todos os dias da semana, das 11h às 17h, e custa cinco dólares por pessoa.






sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Por que Montreal? Alguns motivos para amar a cidade...


Montreal é uma bem-sucedida mistura entre as culturas francesa, inglesa e americana, e cultiva o que ha de melhor em cada uma delas. Um dos seus maiores charmes é o bilingüismo, presente em qualquer esquina da cidade. Das embalagens no mercado ao garçom do bar, das placas de rua aos artistas plásticos, tudo e todos se comunicam com desenvoltura no francês e no inglês (com algumas raras exceções). Très chique. Você entra num restaurante e ouve um sorridente “Bonjour, Hi”, a partir dai cabe a você escolher qual língua quer falar... Na academia, as aulas de ioga começam em inglês e terminam em francês, quem so sabe uma das duas línguas se enrola. Nos bares, o mais comum é ouvir o franglês, uma boa mistura dos idiomas criada pelos montrealenses mais antenados...

Montreal é uma cidade culturalmente efervescente. É uma referência quando o assunto é musica, dança ou arte contemporânea. Os inesgotáveis festivais, e as varias salas de show, cinemas e galerias de arte não me deixam mentir. Ha opções para todos os gostos, e felizmente sobram alternativas pra quem tem bom gosto. Nos cinemas, os lançamentos de Hollywood se misturam a filmes antigos do diretor americano John Cassavetes ou do francês Chris Marker. Documentários undergrounds do tipo Know your mushrooms! precedem o ultimo filme de Juliette Binoche, e por ai vai... Pra quem gosta de musica, a cidade é um prato cheio. Depeche Mode, Cold Play, Dave Brubeck e Ben Harper são alguns (poucos) nomes que estiveram nos palcos da cidade este verão. Sem falar nos ótimos músicos e bandas locais como a Broken Social Scene, o Patrick Watson, e a bonitinha da Feist que sempre dão uma calorosa canja pra gente.

O meio de transporte oficial de Montreal é a bicicleta. Com ela se chega par tout. Até no metrô é permitido carregar a duas-rodas. Quem não tem a sua pode alugar uma Bixi, bicicletas espalhadas pela cidade, que por cerca de dez dólares, ajudam a percorrer boas distancias. Montreal é quase toda plana o que facilita a locomoção de bike. E os adeptos são muitos. Tantos que organizados lotam ruas e parques, como no recém tour noturno de Montreal, evento bem curioso que comprova a adoração desse povo por este meio de transporte ecologicamente correto. A temporada das pedaladas vai até final de outubro, ou começo de novembro pros mais sagazes.


Em Montreal, como nas grandes capitais do mundo, come-se muito bem e de tudo. Cozinhas japonesa, polonesa, tailandesa, mongol, africana, mediterrânea, árabe ou de qualquer outra nacionalidade que vier à cabeça são fáceis de encontrar por aqui. Mas o que mais chama a atenção na cidade são seus simpáticos cafés. Neles rola o casamento perfeito entre o charme francês e a descontração montrealense em lugares com perfume e cara de casinha da vovó. Embora não ofereçam menus maravilhosos, os cafés esbanjam simpatia e muitas vezes alimentam a gente de boa musica ao vivo. Com quintais cheios de plantas, sofás velhos, espelhos e molduras rococós, potes de açúcar e croissants, cafés como o Blanc de Blanc, na Jeanne-Mance com Villeneuve, dão o tom à cidade. Este é tão descontraído que tem até maquinas de lavar roupa dentro! Quanto mais clima de casinha, melhor...

Pra quem ainda não se convenceu, ai vai uma razão irresistível para amar esta cidade. Montreal é cheia de surpresas, que reserva aos passantes mais atentos. Com tanta gente pensando em coisas legais, é fácil você cruzar iniciativas culturais inusitadas pelo caminho. Uma tarde no Parc Mont Royal rapazes fantasiados seguiam em direção ao coreto. La uma série de mascaras artesanais estavam sendo distribuídas às pessoas, e muitos jovens com fantasias engraçadas circulavam pelo local. Mais ao longe, meninas ensinavam a produzir mascaras com materiais coloridos. O esquema era escolher uma pronta, e deixar a que você fez de presente para o próximo passante. A tal mascarade foi organizada pelos estudantes de arte da Concórdia e terminou com um desfile pelo parque....uma delicia!

Outro dia, no caminho para um almoço perto de casa, um grupo de músicos também fantasiados fizeram uma performance interessante num beco próximo. Era carnaval no Brasil, e imaginei que se tratava de uma manifestação canadense em homenagem ao Rei Momo. Pra terminar, numa das ruelas do Mile End, região do Plateau onde moro, encontrei uma vez uma caixa cheia de livros abandonados... Voltei pra casa com cinco títulos de filósofos alemães debaixo do braço... É ou não é especial esta cidade?