quarta-feira, 7 de julho de 2010
Os outros festivais de Montreal
domingo, 29 de novembro de 2009
Festival du Film Brésilien 2009, até dia 3, no Cinéma du Parc
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Curta do dia 5 ao 15 de novembro o Cinemania, festival do filme francófono em Montreal
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Festival du Nouveau Cinéma 2009, até dia 18 em Montréal

quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Pop Montreal começa hoje!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Encontros mensais abertos ao publico agitam o Musée de Beaux Arts de Montreal
Se tivesse que escolher entre os museus de Montreal, certamente ficaria com o Musée de Beaux Arts (um must see da cidade), e não apenas pela bela coleção permanente e ótimas mostras temporárias que apresenta. O que mais me atrai neste centro são as atividades culturais interativas que oferece aos visitantes. Na agenda estão encontros com artistas plásticos, curadores, diretores de filmes, mas também aulas de desenho e aquarela, aulas teóricas sobre pintura, musica e cinema. Tudo de graça! Vale a pena ficar ligado na programação (veja aqui), principalmente porque o lugar é super agradável, e ponto de encontro de gente interessante. No domingo, dois documentários sobre arte vão ser apresentados pelos diretores – Karsh: un regard sur l’histoire, e Mort à Venise: un voyage musical avec Louis Lortie. E na quarta-feira, o curador da próxima mostra que entra em cartaz no museu (dia 2 de outubro), Robert Upstone, da Tate Britain, fala sobre vida e obra do pintor inglês William Waterhouse.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
60 segundos de diversão, loucura e muita imaginação: é o M60, festival de curtas curtíssimos de Montreal

Assistir a 60 filmes em uma hora pode parecer loucura, mas ha dois anos tornou-se uma pratica corriqueira entre alguns cinéfilos de Montreal. Para tanto, eles inventaram o tal M60, festival de curtas de um minuto cada, que chega a sua segunda edição este ano, com uma seleção de 180 filmes divididos em três dias de apresentação (9, 10 e 11 de setembro). O simpático festival (completamente independente) é uma caixinha de surpresas da melhor qualidade. Tudo começa um mês antes da exibição dos filmes, quando aventureiros – não necessariamente ligados ao cinema, e isso so fortalece o festival – se inscrevem e recebem um tema a ser explorado audiovisualmente em 60 segundos. Este ano Deception foi a idéia-base escolhida para todos os curtas-metragem do festival, e dela partimos para coisas tão diversas e absurdas quanto a historia de um cão que descobre sua vocaçao para a cerâmica (!??!!). Em meio a 60 filmes, muitos se destacam pela criatividade, irreverência e alguns pela sensibilidade artística e estética. No final, fica um gostinho de quero mais... As sessões custam $7 e acontecem às 20h30 na peculiar Sala Rossa (um dos lugares mais descolados para shows e afins de Montreal). Na sexta vai rolar um after party para celebrar o festival.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Cinema sob as estrelas: não perca o telão que fica ate segunda na Place des Arts do Festival des Films du Monde
sábado, 29 de agosto de 2009
“Fim de semana chuvoso e pipoca”, em cartaz nas melhores salas de cinema de Montreal

Esse é o primeiro fim de semana do Festival des Films du Monde e o tempinho chuvoso nos incentiva a procurar abrigo em uma das salas de cinema da cidade. No Cinéma Impérial, a aguardada comédia judia Oy Vey! My son is gay! (Evgeny Afineevsky) estréia às 19h, e tem tudo para ser a mais concorrida da bilheteria. O cinema Quartier Latin exibe The Sunset Sky (Olivier Bernier), sobre a conturbada relação de uma moça com seu irmão autista, apos a morte da mãe deles (às 19h20). No mesmo horário e no mesmo cinema, o documentário japonês Eatrip (mencionado no outro post sobre o FFM), de Yori Nomura, exibe alguns hábitos de forno e fogão orientais. Ainda numa das salas do Quartier Latin, às 21h30, passa o filme espanhol Ramirez (Albert Arizza), sobre um jovem e sedutor fotografo, que é um serial killer. Se o tempo melhorar, vale dar um pulo na Place des Arts e assistir, à luz da lua, à ficção de Oliver Stone, The Doors (22h15), para relembrar a trajetória do grupo e seu vocalista Jim Morrison, encarnado por Val Kilmer. Veja mais sobre a programaçao aqui. Boa sessão!
sábado, 22 de agosto de 2009
Começa dia 27 o Festival des Films du Monde: 750 sessoes de cinema e varias exibições gratuitas no coração de Montreal

O Festival des Films du Monde vai tomar conta de Montreal entre 27 de agosto e 7 de setembro. A competição traz este ano 400 filmes para a cidade, sendo 130 longas internacionais e inéditos. Trata-se do maior festival independente da América do Norte, adorado pelos diretores de primeira viagem que têm um lugar de destaque na competição. O FFM é conhecido também pela sua diversidade cultural, 78 paises estarão representados, entre eles o Brasil pelo diretor José Padilha (que exibe a realidade da fome em seu documentário Garapa).
O festival é dividido em sete categorias, entre as quais estão a competição mundial, a competição de primeiras obras (compétition des premières oeuvres), a competição de documentários do mundo, o olhar sobre os cinemas do mundo (regards sur les cinémas du monde), e os hors-concours. O passaporte com direito às 750 sessoes de cinema do festival custa $ 80. Os filmes serão exibidos no Cinéma Impérial, Théâtre Maisonneuve, Cinéma Quartier Latin, Cinéma ONF, e Hotel Hyatt Regency. Veja mais informações sobre preços e a programação aqui.
Seguem alguns filmes que me pareceram interessantes:
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Bike e Cinema – um fim de semana, três eventos imperdíveis em Montreal
O Bicycle Film Festival, original de NY, esta em sua nona edição e este ano acontece em 39 cidades do mundo. De 14 a 16 de agosto, o evento toma conta de Montreal trazendo curtas, longas e muitas festas que celebram o life style de quem anda sobre duas rodas. O festival começa na sexta às 19h com a exibição do filme canadense Where are you go, de Benny Zenga & Brian Vernor no Office National du Film du Canada. A programação segue com um churrasco noturno, depois de uma pedalada pos-filme.
Em paralelo, vai rolar nas sextas-feiras 14 e 21 o Bike Movies in the Park. Mais alternativo, o encontro acontece no Parc Mont Royal às 20h55, e é todo misterioso... Ao chegar no local, o ciclista deve procurar por uma bicicleta equipada com um projetor. A idéia é seguir a tal bike até um ponto de encontro secreto (que os organizadores improvisarão na hora), onde será instalado um telão para exibição de “um bom filme”. Atenção, os ciclistas devem levar cerveja, comida, canga e o que mais acharem que combina com uma noite de cinema no parque...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Terça-feira é dia de cinema em Montreal!
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Por que Montreal? Alguns motivos para amar a cidade...
Montreal é uma cidade culturalmente efervescente. É uma referência quando o assunto é musica, dança ou arte contemporânea. Os inesgotáveis festivais, e as varias salas de show, cinemas e galerias de arte não me deixam mentir. Ha opções para todos os gostos, e felizmente sobram alternativas pra quem tem bom gosto. Nos cinemas, os lançamentos de Hollywood se misturam a filmes antigos do diretor americano John Cassavetes ou do francês Chris Marker. Documentários undergrounds do tipo Know your mushrooms! precedem o ultimo filme de Juliette Binoche, e por ai vai... Pra quem gosta de musica, a cidade é um prato cheio. Depeche Mode, Cold Play, Dave Brubeck e Ben Harper são alguns (poucos) nomes que estiveram nos palcos da cidade este verão. Sem falar nos ótimos músicos e bandas locais como a Broken Social Scene, o Patrick Watson, e a bonitinha da Feist que sempre dão uma calorosa canja pra gente.
O meio de transporte oficial de Montreal é a bicicleta. Com ela se chega par tout. Até no metrô é permitido carregar a duas-rodas. Quem não tem a sua pode alugar uma Bixi, bicicletas espalhadas pela cidade, que por cerca de dez dólares, ajudam a percorrer boas distancias. Montreal é quase toda plana o que facilita a locomoção de bike. E os adeptos são muitos. Tantos que organizados lotam ruas e parques, como no recém tour noturno de Montreal, evento bem curioso que comprova a adoração desse povo por este meio de transporte ecologicamente correto. A temporada das pedaladas vai até final de outubro, ou começo de novembro pros mais sagazes.
Em Montreal, como nas grandes capitais do mundo, come-se muito bem e de tudo. Cozinhas japonesa, polonesa, tailandesa, mongol, africana, mediterrânea, árabe ou de qualquer outra nacionalidade que vier à cabeça são fáceis de encontrar por aqui. Mas o que mais chama a atenção na cidade são seus simpáticos cafés. Neles rola o casamento perfeito entre o charme francês e a descontração montrealense em lugares com perfume e cara de casinha da vovó. Embora não ofereçam menus maravilhosos, os cafés esbanjam simpatia e muitas vezes alimentam a gente de boa musica ao vivo. Com quintais cheios de plantas, sofás velhos, espelhos e molduras rococós, potes de açúcar e croissants, cafés como o Blanc de Blanc, na Jeanne-Mance com Villeneuve, dão o tom à cidade. Este é tão descontraído que tem até maquinas de lavar roupa dentro! Quanto mais clima de casinha, melhor...
Pra quem ainda não se convenceu, ai vai uma razão irresistível para amar esta cidade. Montreal é cheia de surpresas, que reserva aos passantes mais atentos. Com tanta gente pensando em coisas legais, é fácil você cruzar iniciativas culturais inusitadas pelo caminho. Uma tarde no Parc Mont Royal rapazes fantasiados seguiam em direção ao coreto. La uma série de mascaras artesanais estavam sendo distribuídas às pessoas, e muitos jovens com fantasias engraçadas circulavam pelo local. Mais ao longe, meninas ensinavam a produzir mascaras com materiais coloridos. O esquema era escolher uma pronta, e deixar a que você fez de presente para o próximo passante. A tal mascarade foi organizada pelos estudantes de arte da Concórdia e terminou com um desfile pelo parque....uma delicia!
Outro dia, no caminho para um almoço perto de casa, um grupo de músicos também fantasiados fizeram uma performance interessante num beco próximo. Era carnaval no Brasil, e imaginei que se tratava de uma manifestação canadense em homenagem ao Rei Momo. Pra terminar, numa das ruelas do Mile End, região do Plateau onde moro, encontrei uma vez uma caixa cheia de livros abandonados... Voltei pra casa com cinco títulos de filósofos alemães debaixo do braço... É ou não é especial esta cidade?

