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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Beautys, uma lanchonete histórica

Entrada sempre cheia

É realmente interessante o tanto que os montrealenses gostam de um brunch. A cidade tem dezenas de restaurantes especializados em servir café-da-manhã o dia inteiro. Desde as redes que servem comida industrializada e medíocre como Chez Cora e Eggspectation (se você realmente quiser comer numa rede, dos males o menor: recomendo a Ben & Florentine), passando pelos greasy spoons espalhados pela cidade e os surreais topless breakfasts, até lugares que servem refeições mais refinadas, como o L'Avenue - considerado por muitos o melhor restaurante do tipo na cidade (eu particularmente acho que ele não merece metade do hype. Suba um pouco mais a Av. Mont-Royal e coma no La Cantine, que é muito menos caótico, não tem fila e serve comida muito melhor).

Independente do estilo, o avô de todos esse lugares é o Beautys.

Aberto em 1942, pelo jovem casal Freda e Hymie "Beauty" Sckolnick, o que era inicialmente uma doceria começou a oferecer refeições aos trabalhadores das fábricas dos arredores e com o tempo o restaurante foi ficando mais e mais conhecido e hoje já faz parte da história de Montreal. A família Sckolnick é dona do lugar até hoje: apesar do filho tocar os negócios no dia-a-dia, o octagenário Hymie continua recepcionando  os clientes à porta, um trabalho nem sempre fácil, levando-se em consideração as filas formadas por famílias, casais, grupos de jovens hipsters e um ou outro turista na entrada.

Hymie toma conta da entrada

A comida é o que você poderia esperar de um diner: ovos, bacon, batatas, hamburguers... tudo é muito bem preparado, mas nada é muito revolucionário. Eles servem também smoothies (o de torta de maça é delicioso) e milk-shakes (à moda montrealense: bem fininho, quase um chocolate batido). O serviço é rápido e simpático e a decoração poderia ser considerada retrô, se o lugar não estivesse lá faz 70 anos e provavelmente não deve ter mudado muito desde a algumas décadas.

Delicioso infarto

O café-da-manhã para duas pessoas sai em torno de $40, mais do que você vai pagar em lugares que servem versões mais criativas da refeição favorita da cidade, mas ainda assim vale a pena conhecer o Beautys, se não pela comida, ao menos pelas histórias, fotos e autógrafos nas paredes, além da oportunidade de conhecer Hymie Sckolnick, um verdadeiro personagem saído das páginas de um livro de Mordecai Richler. Você pode até esquecer o que comeu quando esteve lá, mas não vai esquecer a visita tão cedo.

Beautys Luncheonette: 93 Av. du Mont-Royal O., tel. (514) 849-8883


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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Sorveteria Meu Meu: um dos melhores sorvetes da cidade


A Meu Meu é uma pequena sorveteria na St-Denis, no Plateau, que fica aberta somente de maio a setembro. O que é uma pena, porque o sorvete deles, feito lá mesmo, é tão bom que passo vontade durante todo o resto do ano!

Uma grande evolução: ano passado, quando chovia eles nem abriam!

Eles tem no total 120 sabores que vão sendo revezados durante toda a temporada, conforme os "ingredientes disponíveis e o humor", assim toda vez que você passar por lá vai encontrar sabores novos, o que é bom para quem gosta de novidades, mas pode ser frustrante quando você está querendo um sabor específico e chega na frente da sorveteria e não o encontra escrito na lousinha.

Além dos sabores tradicionais de sorvetes e sorbets, eles têm também uma série de receitas diferentes do que você normalmente encontra por aqui, como cardamomo, canela, chá verde, queijo e espresso (feito com café fair trade). Minha recomendação é o sorbet de chocolate, quase tão bom quanto o meu favorito, o do saudoso Julia Cocina, em São Paulo. Os sorvetes feitos com leite de soja são provavelmente a melhor opção vegana na cidade. 

Sorvetes veganos

O lugar é tão pequeno que não possui mesas dentro, mas se você não quiser tomar o seu sorvete enquanto dá uma volta pelo Plateau, pode saborear o seu sorvete sentado num banco desses de praça em frente à sorveteria. 


Uma bola de sorvete custa $3.25 e eles tem também milkshakes, frozen yogurt e sundaes (com calda de fabricação própria). 

Crémerie Meu Meu: 4458 Rue St-Denis, tel. (514) 288-5889


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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Copa do Mundo em Montreal: onde e como assistir os jogos


Os montrealenses têm se mostrado cada vez mais apaixonados por futebol: o Montreal Impact, nosso time local, anunciou que a partir de 2012 passará a jogar na primeira divisão da liga norte americana de futebol (a MLS) e uma partida amistosa com o A.C. Milan atraiu quase 50 mil pessoas para o Estádio Olímpico semana passada. Junte a isso a enorme população de imigrantes da cidade e fica fácil entender por que apesar do Canadá novamente não ter conseguido classificar-se para o torneio, conseguir assistir os jogos da Copa por aqui não vai ser difícil.

As partidas serão transmitidas pela CBC em inglês (com reprises no canal Bold) e pela Radio-Canadá em francês. Será possível acompanhar os jogos não só pela TV mas também pela internet, no site da emissora. O canal de TV a cabo TLN Telelatino transmitirá os jogos em italiano e espanhol. Quem sente saudades do ufanismo desmedido do Galvão Bueno ficará feliz em saber que a Globo anunciou que vai transmitir os jogos via internet, resta saber se algum tipo de restrição será imposta para os internautas acessando a página de streaming de fora do Brasil. Adendo: SIM, a Globo está bloqueando os acessos internacionais!

Para os que gostam de se reunir com outros torcedores, os jogos do Brasil serão transmitidos no restaurante Bayou Brasil. É provável que muitos dos restaurantes e bares no Boul. St. Laurent também transmitam os jogos (o Champs é a melhor pedida).

Os jogos do Brasil na primeira fase, com o horário de transmissão ao vivo via CBC, são:

15 de junho - 14h15
Brasil x Coreia do Norte

(live feed da concentração
da seleção brasileira no site da CBC a partir das 13h00)
Reprise no canal Bold às 22h45

20 de junho - 14h15
Brasil x Costa do Marfim
(live feed da concentração da seleção brasileira no site da CBC a partir das 13h00)
Reprise no canal Bold às 22h45

25 de junho - 9h45
Brasil x Portugal

Reprise no canal Bold às 17h45



E aqui, link para a excelente tabela de jogos e times da Veja. 
(Para quem está em Montreal, atenção apenas para não confundir os horários: basta lembrar que a cidade está uma hora para trás.)

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Curio-cité: uma das lojas mais... curiosas de Montreal

A Curio-cité, que tem duas unidades no Plateau, é sem sombra de dúvida uma das lojas mais diversas de Montreal. Aparentemente, o lugar é um caos sem fim, mas conforme você começa a prestar mais atenção, percebe que tudo que está à venda ali foi cuidadosamente escolhido: têm móveis, papelaria, brinquedos, bolsas, cortinas, cama, mesa e banho, itens de decoração e tudo aquilo que, por falta de uma definição melhor, acaba caindo naquela categoria chamada de "presentes".

O slogan do lugar é "artigos de qualidade por um preço realista" e é a mais pura verdade: eles vendem por uma fração do preço itens que no Brasil você encontra numa Spicy da vida, principalmente itens de cozinha de marcas como Zylizz, Bodum e Oxo, além de produtos de várias outras marcas super boas que em outras lojas mesmo aqui em Montreal (por exemplo a Déco Découverte) acabam saindo por um preço bem maior.

Se você é do tipo que gosta de lojas de "curiosités", dessas onde você encontra uma máscara tribal africana e uma torradeira revestida em borracha verde, com certeza vai querer passar horas no meio dessa bagunça.

81, Ave. du Mont-Royal O., tel. (514) 282-0737
3879, Rue Saint-Denis, tel. (514)286-0737

Uma outra loja no mesmo estilo é a Chez Farfelu, que fica no 843 da Ave. du Mont-Royal E., tel. (514) 528-6251.

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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Hoje tem Nuit Blanche!

Foto: Jean-François Leblanc

Por Iberê Rodrigues

Encerrando o festival Montréal en Lumière, hoje acontece a sétima Nuit Blanche, com uma programação de eventos que dura a noite inteira.

A maioria das atividades acontece em quatro lugares: em Vieux-Montréal e les Quais du Vieux-Port, onde se destaca uma exposição sobre Oscar Niemeyer na Maison de L'Architecture du Québec; no Quartier des spectacles e Centre-ville, com várias atividades no Musée des Beaux-Arts de Montréal, entre outros; no Plateau-Mont-Royal e Mile-End, com uma programação tão diversa quanto o bairro, que vai de festival de curtas no Ex-Centris até curso de swing rockabilly; e no pôle Maisonneuve, onde o Jardim Botânico, o Parque Olímpico e o Biodôme ficarão abertos.

O metrô funcionará durante a noite inteira e ônibus especiais circularão entre um local e outro, então minha recomendação é que você não vá de carro: o estacionamento é difícil e o trânsito é caótico.

A programação completa da Nuit Blanche está aqui. A versão mobile está aqui.

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Les Chocolats de Chloé: uma das melhores chocolaterias de Montreal

Por Iberê Rodrigues

Um dia, passeando pelo Plateau, encontrei por acaso esta pequena chocolateria onde são feitos os melhores chocolates que eu já comi por aqui (só não digo que são os melhores da cidade porque ainda não conheço outra casa muito recomendada por quem entende do assunto: a Suite 88 Chocolatier).

Todos os doces são feitos na própria loja, usando sempre como matéria-prima chocolates Valrhona. Os bombons são deliciosos e vêm recheados com ganaches dos mais variados sabores, desde marzipan até manjericão ou lichia (CAN$ 1.65 cada). Pra quem prefere chocolate sem recheio, recomendo as barras.

A de chocolate ao leite e masala (masala chai, na verdade), minha favorita, é doce e apimentada na medida certa. Eles também têm barras de meio-amargo com raspas de laranja, com gengibre ou avelã, além das de chocolate ao leite com amêndoas ou fleur de sel. Cada uma custa CAN$6.00, mais baratas ou com preço equivalente ao de marcas de chocolates premium fabricados em massa, como Godiva, por exemplo, que são bem sem gracinhas quando comparados com as criações da Chloé.

Durante o inverno eles vendem também chocolate quente toda sexta, sábado e domingo. Não sei se é bom, vá lá experimentar e depois me conte o que achou:

546, Rue Duluth E
Montreal

Importante: a loja não abre às segundas-feiras!

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Patati Patata, a mais montrealense de todas as lanchonetes da cidade


O lugar é apertado, a comida é servida num balcão, a cozinha fica sob o nariz dos clientes, e mesmo assim o Patati Patata tem fila de espera na porta, quase todos os dias. A lanchonete numa das esquinas mais badaladas da cidade, Saint Laurent com Rachel, é o xodó dos montrealenses. E quando se supera seus contratempos, fica fácil entender o porquê. Os hambúrgueres, uma especialidade, parecem feitos em casa: fresquíssimos, sequinhos, num pão quente, crocante por fora e macio por dentro, que cabe na palma da mão. Sao feitos para se comer aos montes, cada hamburguinho custa $ 1,75. As variações ficam por conta do bacon, queijo, alface, tomate e uma série de outros temperos que podem – e devem – ser acrescentados ao sanduíche. Completo, acompanhado de uma farta salada e uma porção de batatas fritas, o prato sai a $ 6,50 (e é garantia de felicidade). Mas o Patati Patata nao é so isso. Freqüentado pelos boêmios de Montreal, tem cerveja na pressão a $2,50, e fica aberto até tarde (o que é uma enorme vantagem por aqui). O clima é super descontraído, a trilha sonora esperta, e os cartazes que decoram a casa, cheios de dicas sobre a programação noturna da cidade. Dali, por exemplo, é comum se dar uma esticada para um show no Divan Orange, ou na Sala Rosa, vizinhos com uma programação musical eclética e de ótima qualidade.


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domingo, 27 de setembro de 2009

Montreal é o destino mais descolado da TMagazine, do New York Times, deste outono

Uma matéria super simpática sobre o Plateau Mont Royal, que concentra os artistas, músicos e boêmios de Montreal, estampa a edição de outono da TMagazine, ligada ao New York Times. Nela, o jornalista David Godsall destaca cantinhos quentes e frutíferos da região mais agitada da cidade, entre eles a casa de shows Divan Orange, na Saint Laurent, e a moderna galeria de arte Commissaires, com peças e exposições de designers queridinhos da cena montrealense. Além disso, ele aponta na matéria o Mile End (pontinha final do Plateau), como paraíso de estudantes, artistas, designer, músicos e "todos que exercem de alguma forma sua criatividade". Assino embaixo. Viva Montreal!

Confira a matéria completa aqui.