sábado, 14 de novembro de 2009

Nao perca hoje e amanha a Expozine, maior feira de artes graficas de Montreal



Eu não sei quanto a vocês, mas para mim foi uma grande surpresa ver que boa parte da comunicação entre os jovens de Montreal se faz através de pôsteres nas ruas. Shows, festivais, peças de teatro, feiras, tudo passa pelos coloridos e criativos cartazes que enfeitam a cidade. É assim, de poste em poste, que vamos montando nossa agenda, descobrindo bandas, bares, casas de shows e feiras legais pra ir. Os mesmos artistas que fazem os pôsteres, criam camisetas e capas de Cds de bandas queridinhas locais, e alguns são até autores de revistas e historias em quadrinho. Esse fim de semana, são esses criativos artistas de Montreal mas também dos EUA e Europa que vão estar em foco na Expozine, a maior feira de artes gráficas independente da América do Norte, que acontece há oito anos aqui em Montreal. Mais de 300 autores e editores estarão reunidos no encontro esse sábado e domingo das 12h às 18h, na Église Saint-Enfant Jésus, esquina da Saint Laurent com a Laurier. O evento é uma ótima oportunidade para se achar livros, revistas, pôsteres e historias em quadrinhos raros e exclusivos. Uma otima pedida para um fim de semana chuvoso como este, né?






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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Most Serene Republic hoje à noite no Il Motore


Hoje tem um showzaço às 20h30 no Il Motore, aquela mini-sala de shows na Avenue du Jean Talon. A banda The Most Serene Republic apresenta seu novo álbum ...And The Ever Expanding Universe lançado esse ano pelo selo canadense Arts & Crafts. A banda de Milton, em Ontário, nasceu em 2003, e hoje conta com sete músicos dos instrumentos mais variados: banjo, guitarra, violão, piano, baixo, bateria e trombone. A Most Serene Republic toca ao lado de outras duas bandas essa noite, The Meligrove Band e The Charlotte Cornfield Band. O preço do show vai de $10 a $12 (na hora).



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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Site dá descontos incríveis em vários hotéis de Montreal

Foto: Marché Bonsecours em Vieux Montréal, crédito Tourisme Montréal


Por Beatriz Tasso Fragoso, colaboração especial

Vou dividir com vocês uma dica incrível: consegui reservar um hotel pra uma amiga em Montreal por um preço absurdamente, ridiculamente baixo!!

Eu sempre soube que algumas das melhores promoções de hotéis aparecem no site da secretaria de turismo da cidade, o Tourisme Montréal. Mas nunca tinha comprovado.

Cliquei nos summer deals - que iam até outubro. Além de darem descontos nas diárias - que, dependendo do hotel, vai de 50% na terceira diária a terceira noite grátis - ainda jogam no pacote vários brindes, como estacionamento grátis, vale de 50 dólares pra gastar em restaurante da moda, etc.

Escolhi o que é, pra mim, o melhor hotel do downtown, o Sofitel. Achei a descrição do deal meio confusa, mas pedi a reserva de três noites mesmo assim. E não é que chega um email confirmando tudo e dizendo que o valor da diária ficou em Can$ 132 por noite?? Achei MUITO barato (dá uns 225 reais!) Um quarto lá costuma custar uns 300 dólares, pelo menos!
Tá aqui a prova:

E pra quem vier a Montreal daqui até o Natal, eles têm no mesmo site os Fall Deals, que valem até o 31 de dezembro!

Aqui, os três melhores hoteis incluídos nessa promoção:

MELHOR DO DOWNTOWN: SOFITEL, A CAN$ 199!

MELHOR DO VIEUX MONTREAL: AUBERGE DU VIEUX PORT, A CAN$ 190!


MELHOR PRA QUEM QUER BALADA E ESTAR PERTO DO BOULEVARD SAINT LAURENT, OPUS, A CAN$ 199!


As condições e restrições - e muitos outros hoteis participantes, com diárias ainda mais baixas, estão listados no site deles, na seção fall deals.

Essa é difícil de deixar passar…

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sábado, 7 de novembro de 2009

Passeio pelas salas do Edifício Belgo, um hot spot da arte contemporânea, em plena Sainte Catherine.

A rua Sainte Catherine, uma das mais importantes do Downtown, é conhecida pela concentração de grifes internacionais, grandes marcas locais e suas muitas entradas para o underground, a famosa “cidade subterrânea” de Montreal. Trata-se portanto do maior centro comercial daqui, onde exorcizamos nossos impulsos consumistas. Esta mesmíssima rua, alterna também igreja e as conhecidas casas de strippers da cidade, abriga ótimas livrarias, e esconde até uma efervescente galeria de arte contemporânea – confirmando assim seu irreverente DNA montrealense.
Logo no comecinho da Sainte Catherine, bem perto da Place des Arts e do Cinéma Impérial (na Bleury), fica o edifício Belgo, onde é possível passear por dezenas de salas reservadas à arte. O quinto andar desse discreto edifício é tomado por micro galerias que acolhem artistas contemporâneos, em sua maioria locais. Quase toda semana tem um vernissage por lá, e mesmo quando não há, o vai-e-vem de jovens artistas, apreciadores e curiosos é intenso. O melhor é que as exposições são temporárias, então tudo muda com freqüência e podemos ir regularmente nos surpreender de novo. Claro que não são todos os trabalhos os mais interessantes. Mas existe uma grande chance de sermos pegos quelque part
pela arte.
No meu bate-perna de hoje por la, passei boa parte do tempo observando o trabalho do artista Louis Fortier. Expostas na Galerie Donald Browne, as obras de Fortier formam uma coleção de mascaras esculpidas em pedra, que representam uma hipotética relação genética entre o artista e o imperador Julio César. Para além do caráter narcisista, a coleção surpreende pela deformidade das faces, que ganham texturas orgânicas, ou duas bocas, em determinadas peças, evocando a natureza instável dos seres humanos. Fortier diz que tentou captar nelas a fugacidade da existência, ele consegue também expressar em sua arte toda complexidade da personalidade humana. A exposiçao Les variations juliennes de Fortier fica até dia 14 de novembro em cartaz no Edificio Belgo.




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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Curta do dia 5 ao 15 de novembro o Cinemania, festival do filme francófono em Montreal



Começou nessa quinta-feira mais uma maratona cinematográfica na capital cultural do Canadá. Dessa vez, são os filmes franceses as vedetes do Cinéma Impérial, um dos mais agradáveis da cidade e único a sediar o festival. O Cinemania traz pra cá produções francesas raras de se ver fora do território europeu. A imigração e o “sentido de pátria” são os temas centrais da maior parte dos 30 longa-metragens selecionados este ano, muitos apresentados pela primeira vez na América do norte. A presença mais aguardada de todas é a do ilustre diretor francês Costa-Gavras, que dará uma “lição de cinema” no sábado dia 14, às 15h, falando sobre roteiros, direção e novos projetos, depois da apresentação de seu filme Z (às 13h). Mas nem só de política vive o festival. O romance proibido de Coco Chanel e Igor Stravinsky (sexta 6, às 19h) rendeu uma temperada ficção dirigida por Jan Kounen, que difere em numero, gênero e grau daquela do grande circuito de cinema, estrelada pela eterna Amélie Poulain. Também a historia de Sofia, uma jovem de 21 anos que se sente imigrante em Paris, sua cidade natal, e estrangeira no Marrocos, seu pais de origem, promete balançar os corações dos que escolheram Montreal para chamar de sua. A conferir em Française, filme de Souad El Bouhati, nesta quarta-feira, às 15h. Pra terminar, a historia de dois enviados especiais ao Iraque, que encantam os franceses com suas reportagens inusitadas. O problema é que esta dupla, vivida pelos excelentes atores Gérard Lanvin e Gérard Jugnot, nunca pisou no pais em questão: os repórteres perderam o avião e estão escondidos num subúrbio multi-étnico de Paris... Envoyés très spéciaux é uma comédia dirigida por Frédéric Auburtin que passa neste domingo, às 15h. Saiba mais sobre a programação do Cinemania aqui.


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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Restaurante O.Noir, em Montreal: super divertido (mas a comida....)


Por Beatriz Tasso Fragoso, colaboração especial

Sabe o que é esta “foto” aí em cima? Sou eu, jantando com minha amiga Stephanie no O.Noir, um restaurante maluco em Montréal. Você não vê nadinha porque, como o nome do lugar indica, lá come-se mesmo no noir, ou no escuro – literalmente! Os garçons, cegos, conduzem os clientes até suas mesas, onde o jantar é servido na escuridão total.

A idéia não é nova: em 2001 o Unsicht-Bar já fazia o mesmo em Colônia, na Alemanha. E Paris também tem o seu restaurante-breu, chamado Dans le Noir. Mas mesmo o Onoir não sendo o precursor da onda, eu estava louca de vontade de ir jantar lá e sentir, na própria pele, como é comer no escuro.

Foi hilário. Para começar, era noite de Halloween – a cidade toda enfeitada com teias de aranha, caveiras e esqueletos. O bar de entrada, este sim, iluminado, já dava medo: a trilha sonora mesclava sons de serra elétrica decepando gente, chuva, uivos de lobo e aqueles violinos de filme de suspense. Os clientes que chegavam liam o menu e escolhiam o que queriam comer. Depois colocavam seus pertences em vestiários, trancavam com cadeado e esperavam o garçom (cego) vir buscá-los para levá-los até suas mesas. Fizemos o mesmo e pedimos um drinque para a garçonete, que vestia chapéu de bruxa.

Stephanie apoiou a mão no ombro do garçom, e eu no ombro dela e passamos do claro ao escuro, os ambientes separados por duas cortinas pesadas de veludo. Fomos nos sentar, conduzidas pelo garçom, em fila indiana, dando passinhos curtos – e segurando a risada. Que piada de lugar! Os olhos custavam a se acostumar.

Quando ele nos trouxe o pão e a manteiga, foi “mostrando” onde estava colocando tudo, gentilmente levando nossa mão até cada objeto. Pouco adiantou: mal ele virou as costas, o pão da Stephanie saiu voando, eu meti o dedo na manteiga e caímos na gargalhada. Beber água, então, era uma dificuldade, o vidro batendo contra os dentes, sem acertar o alvo.

Chegaram as entradas: carpaccio para mim, e “surpresa” para ela. A surpresa era uma salada verde, dificílima de ser comida no escuro. Meu carpaccio veio sem parmesão – falha indesculpável – mas estava gostoso. Fui tateando com o garfo, depois com os dedos, tentando descobrir onde estava a comida. Mais difícil que encher o garfo era levá-lo à boca: espetei a bochecha umas vinte vezes, e deixei cair montes de comida no colo e no chão. Era como se fôssemos dois bebês, pondo a mão da comida e derrubando tudo. Ainda bem que ninguém estava vendo…

Os pratos principais eram ainda mais complicados de comer. Eu tinha que cortar minha vitela em pedaços que coubessem na boca: desisti da tarefa depois da quinta tentativa frustrada. O tempero – limão, pimenta-do-reino e gengibre – estava forte demais e me fazia engasgar. Comi dois rabanetes e um pouquinho do purê de batatas que veio ao lado e pronto. Era mais divertido ficar dando risada com Stephanie, tentando adivinhar quem estava à nossa volta e que cara teria o lugar com as luzes acesas. Batemos papo com o casal jovenzinho à nossa frente, que celebrava aniversário de namoro. Estavam nas nuvens, adorando o climinha afrodisíaco.

Aos poucos, a trilha sonora de filme de horror foi se tornando repetitiva, e aquele breu todo acabou dando sono. Além de cochichos, só ouvíamos o garçom – ele era um só – indo e vindo com pratos e copos, repetindo, roboticamente, “attention”, “attention”, para abrir caminho. As sobremesas estavam tão ou mais medíocres que o resto da comida. Demos tchau para os enamorados e, apoiadas de novo no ombro do garçom solitário, fizemos o caminho de volta para o mundo real, rindo sozinhas.


O.NOIR RESTAURANT

1631 Ste-Catherine West

Located between Pierce St. and Guy St.
near Guy-Concordia Metro (Green Line).

Tel.: 514.937.9727

domingo, 1 de novembro de 2009

Halloween em Montréal: a cidade vira um parque de diversões!

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É incrível como em Montreal as famílias mergulham de cabeça nas festividades de Halloween.... Ontem à noite, pais e filhos saíram de casa em massa para o trick-or-treating (em que coletam montanhas de doces). Divertidíssimo!

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